quarta-feira, 29 de maio de 2013

Na Web: Deus no pensamento de Bergson, por Franklin Leopoldo e Silva

O que habitualmente chamamos de condição humana é basicamente determinado, segundo Bergson, pela natureza. A partir da aceitação das linhas gerais da teoria da evolução, Bergson afirma que a natureza teria seguido dois caminhos paralelos com a mesma intenção de desenvolver e preservar a vida. De um lado, o instinto, que se caracteriza pela estrutura fixa no interior da qual o animal se comporta de modo relativamente imutável, cumprindo os requisitos de sobrevivência prescritos pela natureza; de outro, a inteligência, capacidade humana dotada de flexibilidade para que o homem possa se adaptar às situações fabricando para tanto meios de sobrevivência cada vez mais aprimorados.
É importante notar que o mesmo objetivo é realizado por via de dois percursos diferentes e de dois resultados distintos, até porque tudo deriva da mesma origem, a Vida, a princípio indiferenciada e que, no itinerário evolutivo, se teria bifurcado em duas linhagens. Devido a essa origem comum, cada uma dessas formações vitais guarda em si algo da outra, submerso e camuflado pelas características que se impuseram de maneira predominante. À origem comum, corresponde o mesmo princípio orientador das ações da vida, em ambos os casos: sobrevivência e preservação, o que faz com que, no ser humano, a inteligência esteja quase totalmente voltada para a satisfação das necessidades práticas da vida individual e coletiva. [...] 

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